quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Sobre ser fã.

Uma vez, um amigo fez uma postagem sobre como ser fã de coisas faz a vida dele mais feliz, e era um texto pequenininho mas lembro de ter me identificado bastante.

Ser fã, na grande maioria das vezes, sempre fez minha vida mais divertida. A esmagadora maioria dos meus amigos, e de pessoas que já o foram, vieram parar na minha vida por a gente ser fã junto de alguma coisa. Eram as comunidades no orkut, agora são os grupos no facebook, blogs no tumblr. Ser fã me trouxe muita gente, e muita briga também.

Acho que a coisa que me impulsionou com isso foi gostar de Harry Potter antes mesmo de ler os livros - e, quando os li, quando comecei a procurar mais gente que gostava, e descobri o quão grande e variado pode ser fandom, meio que nunca mais parei. É legal demais conversar com as pessoas que estão tão empolgadas com aquilo quanto você. De Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban pra frente fui a todas as pré estreias dos filmes. Cheguei a meio subornar funcionário de livraria pra me liberar Harry Potter and the Deathly Hallows antes do horário que as caixas podiam ser abertas. Nossa. Acho que nunca contei isso pra ninguém. Já fui em muito evento, e tive um blog semi famoso numa época. E cresci pra certas coisas que fazem parte de ser parte de uma comunidade de fãs, mas outras ficaram.

Eu nunca consegui ser casual com coisas que me tocam muito sério. Já fui moderadora - e participante ativa - de fóruns de fãs, das mais variadas coisas. E é engraçado quando falo isso sobre crescer. Sempre brinco que estou velha pra certas coisas, e acabo fazendo novamente. Algumas realmente parei - como brigar com desconhecidos, ou me importar muito com certas coisas como um artista não te dar atenção online. Mas quando vou a um show, por exemplo, é sempre a mesma novela. Falo que estou velha demais pra aquilo, e deixo a compra do ingresso pra última das horas (oi, Lollapalooza). Compro. Quando vou ao show, falo que estou velha demais pra tentar chegar muito perto do palco, que vou assistir de boinhas de longe. Até que vou pro meio do povo e tento sempre chegar o mais perto possível do palco, fico pra morrer, all that jazz.

Fandom a parte, música sempre fez parte da minha vida de um jeito muito sério. Tanto quanto livros, músicas sempre conseguiram fazer com que eu passasse por fases bem complicadas na minha vida, seja me distraindo, me animando, ou em momentos ruins dizendo por mim coisas que eu não conseguia colocar em palavras. E isso me fez muito fã de alguns artistas. Tentar me aproximar de alguma forma deles também me trouxe muitas alegrias e muito estresse, mas é outra coisa que eu poderia dizer há algum tempo que já estou velha demais pra fazer.

Ou estava.

Não teve selfe pro feice. O que teve foi o momento, e o que ele foi pra mim, e o que vou guardar disso. Os abraços, sorrisos e palavras aconteceram, e são só meus. Os autógrafos ficaram. O show é amanhã, vou ter ainda meu momento catártico de lavar a alma - e o corpo, segundo a previsão do tempo - cantando músicas que me são tão conhecidas, queridas, pessoais.

Ser fã é bom. Sofrido, mas bom demais. Acompanhar uma banda por mais de dez anos da sua vida e conseguir, depois de tanto tempo, estar pertinho deles e sentir a realidade disso, de serem eles, ali, de carne e osso na sua frente, é ótimo.


sexta-feira, 25 de março de 2016

Wicked - O Musical ❤

Vou tentar evitar o rant emocional e ser mais prática. Vamos ver se consigo, haha.

No dia 04 de março, fui com a Celle à estreia da montagem brasileira do musical Wicked. Esse é o meu musical preferido, tem pelo menos uns oito (!) anos que tenho contato com videos, bootlegs, fotos e divulgação em geral dele, e foi o que me jogou no mundo dos musicais em geral. Eu nunca, de verdade, imaginei que um dia veríamos essa peça montada por aqui, e, por mais que eu tivesse muitos medos em relação às traduções/adaptações, precisava ir e conferir como tudo ficou.

Obviamente, não tendo ido à Broadway ver a montagem original não tenho com o que comparar, e também não quero fazer desse post um compilado de fatos, então isso é apenas a opinião de alguém com expectativas gigantes por ver, pela primeira vez, um musical desse tamanho, e um musical que já tem um pedaço bem grande do meu coração.

Em primeiro lugar, a produção é impecável. O palco, os detalhes de cenário e figurino, é tudo de um cuidado absurdo, são pequeninos detalhes que te surpreendem e fazem a diferença. Eu assisti de um lugar 'longe' (estava do meio pra trás no balcão) e teve uma hora que a Nessa estava no palco e a Celle falou pra mim 'dá pra ver o sapato dela brilhando daqui!'. Eu acho que resume bem o tamanho cuidado que a produção tem com detalhes, e foi algo que me deixou extremamente feliz e orgulhosa.


Segundo, as protagonistas maravilhosas. O elenco é todo incrível, mas o que são Fabi Bang e Myra Ruiz, minha gente? Eu tenho um problema SÉRIO com Glindas num geral, pra mim que (quase) todas elas bebem demais na água da Kristin Chenoweth e deixam de lado um pouco das características próprias pra atuar, mas a Fabi é um espetáculo dentro do espetáculo. Saí de lá completamente apaixonada por ela e pela Glinda dela. E a Elphaba da Myra? Pfvr??? Se eu chorei largado em Defying Gravity/Desafiar a Gravidade a ponto de precisar esperar uns cinco minutos pra me recuperar vocês jamais saberão!!!!


Eu também não tive problemas com a adaptação das letras, outro grande medo meu. Apesar de terem deixado um dos meus momentos preferidos de fora (fiquei esperando pra ver como iriam traduzir e fuén), eu gostei bastante de como traduziram tudo. Tem um vídeo bem legal de making of da versão brasileira e nele falam bastante sobre como foi o processo.

Agora, só queria comentar os dois principais pontos negativos - que, de forma alguma estragaram a experiência como um todo, mas que pra mim são importantes apontar.

Fiyero:
quando você escala dois atores pra um mesmo papel por não escolher entre eles é porque ambos são tão bons que não deu pra decidir, né? Bom, aparentemente não. O Fiyero não é um personagem fácil de interpretar, Dancing Through Life especialmente é uma música que exige bastante, mas nem Jonatas Faro nem André Loddi (que estava escalado no dia que eu assisti) deram conta perfeitamente do papel. Eles não são péssimos, longe disso. Mas quando se tem uma excelência e um nível tão alto de produção e de elenco, uma coisa, por menor que esteja, fora do padrão, chama muito a atenção.

Merchandising:
eu quero acreditar que as coisas estavam esgotadas ou não ficaram prontas até dia que eu fui, haha. O merch de Wicked se resume a uns 4 modelos de camiseta com estampas simples, duas garrafinhas, uma caneca, e um chaveiro. Com exceção das garrafinhas e do chaveiro, coisas bem genéricas e que eu poderia mandar fazer por 1/3 do preço que ficaria igual. O merch de Mudança de Hábito era incrível, o de O Rei Leão tinha mais de quarenta produtos personalizados e loja online, e fiquei bem decepcionada de ver o - pouco - que tinha disponível de Wicked. A linha da Broadway é gigantesca, e claro que não esperava ver o mesmo por aqui, mas queria pelo menos ter a impressão de que tiveram o mesmo cuidado que nas produções anteriores. Acabei comprando uma garrafinha, mas foi, de verdade, a única coisa que senti vontade de trazer, mesmo sendo uma consumista mei compulsiva (a outra garrafa era preta com o logo de Wicked em branco).


Resumindo a história: as expectativas foram bem mais que superadas. Eu queria MUITO que a produção lançasse um cd das gravações daqui, mas acho que vai seguir o padrão dos outros musicais daqui e não vai ter :( Quero muito muito assistir de novo e mal posso esperar pra isso acontecer.



Site oficial // Ingressos