sexta-feira, 14 de julho de 2017

Best of: maio e junho

Estamos no meio de julho, mas sigo na filosofia de Antes Tarde Do Que Mais Tarde. Então, sem mais delongas, os bons pontos altos dos meses de maio e junho desse ano :)

American Gods: livro e... um pouco da série
♥️


Uma coisa que quem não sabe muito sobre mim precisa saber é que tenho uma grande incapacidade dificuldade de me apegar a séries de tv. Mas, quando anunciaram American Gods, série baseada em um dos meus livros preferidos no mundo, e produzida pelo Bryan Fuller, um queridíssimo meu, sabia que as chances de vir coisa boa seriam imensas.

Resolvi, então, reler o livro, que mais uma vez foi uma experiência magnífica de um nível que apenas o Gaiman mesmo sabe proporcionar. Acho que dessa vez consegui aproveitar ainda mais a leitura, se é que isso era possível, e é um daqueles livros que você termina já querendo recomeçar a leitura.

E comecei a acompanhar a série, porém perdi sem querer o ritmo e, mesmo gostando, parei no episódio 4 e preciso retomar.


Hopeless Fountain Kingdom & Melodrama ♥️


Duas das minhas cantoras favoritas, Halsey e Lorde, lançaram álbuns nos últimos meses.

Halsey e seu HFK, álbum conceitual com inspiração em Romeu e Julieta, foi meu lançamento preferido dos últimos tempos junto com Starboy do The Weeknd. Ainda mais que Badlands, as letras desse cd falam imensamente comigo, e todo o visual e trabalho que ela teve com a criação e divulgação desse lançamento também foi algo que me encantou muito.

Melodrama, da Lorde, finalmente saiu depois de mais ou menos 84 anos de espera, e é TÃO diferente de Pure Heroine que em uma primeira ouvida chega assusta, mas mesmo sendo tão diferente tem muito a cara da Lorde. A gente percebe como ela amadureceu, como o estilo mudou, e foi um álbum que me surpreendeu demais, mas positivamente! :)


TWIN PEAKS ♥️



SE VOCÊ VIER CONVERSAR COMIGO EM QUALQUER MOMENTO VAI CHEGAR UMA HORA QUE VOU TENTAR COLOCAR TWIN PEAKS NO ASSUNTO.

Gente, o que tá sendo essa season???? Tenho certeza que todas as teorias antes de começar a temporada são totalmente diferentes do que tá acontecendo, e mesmo as teorias que estão surgindo com o desenrolar da história quase sempre estão erradas, haha.

Mas, além de uma trama amarrada, as novas adições ao cast, especialmente Laura Dern e ♥️ Naomi Watts ♥️ estão me deixando cada dia mais apaixonada por esse mundo, e tudo o que Frost e Lynch estão nos trazendo. Mais da metade dos novos episódios já se foi, e já tô com o sentimento de não quero que acabe :(


SASHA VELOUR ♥️


ALL HAIL THE QUEEN.

Pela primeira vez, desde que comecei a ver RuPaul's Drag Race, uma Queen que estava torcendo desde o começo ganhou a temporada ♥️ Sasha é maravilhosa, inteligente, visionária e original, e foi um enorme orgulho pra mim vê-la coroada, que era o mínimo que essa pessoa incrível merecia!

Sasha vai vir pro Brasil em setembro, e já comprei meu meet and greet pra poder vê-la de pertinho!


Desafiando a Amizade ♥️



CONHECI FABI BANG E MYRA RUIZ. REPETINDO: CONHECI FABI BANG E MYRA RUIZ.

Depois de um show mais que incrível, consegui ver as duas mesmo que muito rapidinho, e conversar um pouco com elas foi uma coisa muito surreal. Elas são lindas demais, muito queridas, e a foto, por mais que eu esteja com essa cara HAHAHAHA é uma recordação muito maravilhosa desse dia lindo! ♥️

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Projeto Conversas com Kubrick

Já faz bastante tempo que quero fazer esse post - e esse projeto.


eu não acredito que stanley kubrick himself inventou a selfie no espelho

Stanley Kubrick é um dos meus diretores preferidos há muitos anos. O primeiro filme dele que assisti foi O Iluminado (The Shining), baseado no livro homônimo de Stephen King, que é um dos meus preferidos no mundo. E foi só mais adulta, e entendendo melhor de cinema, que fui assistir aos outros - Nascido Para Matar (Full Metal Jacket) que é um dos filmes preferidos do meu pai veio na sequência, e depois dele já assisti à filmografia quase completa do Kubrick. Minha paixão pelo trabalho dele só aumentou depois da exposição que veio pra São Paulo em 2013-14, trazendo bastidores, props e detalhes sobre seus principais trabalhos, e também informações sobre alguns não finalizados.

Também há alguns anos comprei o livro Conversas com Kubrick, do Michel Ciment, que foi publicado pela finada Cosac Naify na época da exposição. E, assim como quinhentas outras coisas que tenho na estante, ele está paradinho, mas foi folheando e vendo o conteúdo do livro - além das citadas conversas, existem variados artigos, análises, e crônicas de pessoas envolvidas com os filmes - que tive essa ideia para ver o que ainda não vi, e rever com uma nova perspectiva os filmes que já têm um lugar no meu coração.




Quase todos os filmes do Kubrick são baseados em livros, novelas ou contos. Além do já citado O Iluminado, e esse ano li 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Arthur C. Clarke, que se tornou também um dos meus livros preferidos. Mas só esses. E agora decidi, além de assistir com a perspectiva de uma outra visão dos filmes com os artigos do Conversas, ler as histórias que inspiraram os filmes antes de vê-los.

A lista, com os filmes, seu ano de lançamento, e os livros que os inspiraram, é a seguinte:
  • The Killing (1956)
    Clean Break - Lionel White
  • Paths of Glory (1957)
    Paths of Glory - Humphfrey Cobb
  • Spartacus (1957)
    Spartacus - Howard Fast
  • Lolita (1962)
    Lolita - Vladimir Nabokov
  • Dr. Strangelove (1964)
    Red Alert - Peter George
  • 2001: A Space Odyssey (1968)
    2001: A Space Odyssey - Arthur C. Clarke
  • A Clockwork Orange (1971)
    A Clockwork Orange - Anthony Burgess
  • Barry Lyndon (1975)
    The Luck of Barry Lyndon - William Makepeace Thackeray
  • The Shining (1980)
    The Shining - Stephen King
  • Full Metal Jacket (1987)
    The Short-Timers - Gustav Hasford
  • Eyes Wide Shut (1999)
    Traumnovelle - Arthur Schnitzler
Pelo que andei pesquisando, a maioria desses livros também não foram lançados aqui no Brasil, então procurarei ebooks para eles. Deixei os nomes todos no original apenas para facilitar a catalogação, mas o que tiver tradução por aqui vai ter todos os detalhes quando fizer os posts para cada um deles. Dessa lista, os únicos que não assisti são The Killing e Barry Lyndon (que já sentei inúmeras vezes pra ver mas algo sempre atrapalha e não consigo terminar); e, além dos citados anteriormente, já li o livro Lolita. Pretendo também ver aos dois primeiros filmes do Kubrick, que têm histórias originais e aos quais nunca assisti, Fear and Desire (1953) e Killer's Kiss (1955).

Estou muito empolgada com esse projeto! Não é uma coisa com data pra terminar, e é algo bem pessoal, mas quis compartilhar por aqui. Não sei exatamente como vai ser meu schedule com as leituras. A única certeza é que antes de que conforme for lendo o livro/vendo o filme, vou ler o capítulo correspondente do Conversas. Minha intenção inicial era fazer por ordem cronológica de filme, mas como 2001: Uma Odisseia no Espaço já pulou a fila, talvez eu priorize os livros que já tenho aqui - Lolita e Laranja Mecânica - e vá fazendo os outros conforme for achando os livros. Caso alguém se interesse em fazer esse projeto junto, a gente pode combinar as leituras, e ir discutindo, que tal?

quinta-feira, 15 de junho de 2017

minha paleta personalizada da quem disse berenice

Esse é meu primeiro post na vida sobre maquiagem, por mais que seja um assunto pelo qual sou apaixonada e não paro de falar sobre com quem me conhece. Mas pra mim é complicado escrever sobre as coisas pois tenho muito mais uma visão de consumidora e apaixonada do que de especialista no assunto, e sempre me senti muito insegura fazendo isso. Mas mesmo assim a vontade nunca me deixou, e estou aqui realizando isso agora :) Então, espero que gostem - e super aceito feedback, principalmente no que posso melhorar!

Sombras pra mim só perdem de batom no quesito ~Coisas De Maquiagem Preferidas~, e tive uma época ALUCINADA de querer comprar toda e qualquer sombra e paleta que via pela frente. Mas com o tempo a gente vai aprendendo o que funciona melhor com a gente, e hoje em dia por mais que tudo que seja lançamento faz com que eu ainda me empolgue, penso muito melhor antes de comprar.

Então, por gostar muito de sombras, desde que recebi o email da quem disse berenice falando sobre o lançamento de paletas personalizáveis, fiquei super empolgada. Mas fui na loja dar uma olhada antes no que tinha, pensar nas paletas que já possuo, antes de montar a minha - e tinha coisas muito fixas em mente. Não queria tons neutros, nem mates, nem nada muito puxado pro rosado/avermelhado - já tenho a Shade & Light Eye da Kat Von D Beauty, e algumas sombras assim também na Vice 3 da Urban Decay e na Modern Renaissance da Anastasia Beverly Hills (a minha ainda nem chegou mas já estou contando com ela, haha!) - nem as cores que já tive em paletas e não uso - azuis e roxos principalmente. Fui procurar principalmente sombras metálicas, com brilho, e que combinassem com as que já tenho.

Cada pan sozinho sai por R$19,90, e as paletas têm opções de 2 (R$17,90), 4 (R$21,90) ou 8 (R$27,90) cores. Mas eles fizeram uma promoção de lançamento, que vale até o final desse mês para quem quer montar as paletas completas: levando a paleta de 2 + 2 sombras, você paga R$49,90 - o valor seria R$57,70, ou levando as paletas de 4 ou 8 sombras completas, você ganha a paleta. E foi isso que eu resolvi fazer, escolhendo 4 sombras de acordo com o que eu queria. E esse foi meu resultado!


As sombras têm 6 opções de acabamento: mate, metalizada, cintilante, holográfica, acetinada e glitter (... que quase não tem glitter. Chatiada.). Como estava procurando coisas bem diferentes, fui direto pras metalizadas, cintilantes e holográficas, ainda que a única nesse último acabamento que me chamou mesmo a atenção foi a primeira que acabei escolhendo, Marronles. Entre as metalizadas, escolhi Ourado e Cobreluz. E uma cintilante, Roseirinha. No total, são mais de 40 sombras pra escolher, em uma grande variedade de cores, além dos acabamentos. A única coisa que senti falta foi um prata bem prata do mesmo jeito que é o Ourado, ou ainda uma sombra com efeito furtacor/ponto de luz.

Agora falando das sombras em si :) O swatch de cima foi feito com um pincel úmido achatadinho da Macrilan (não tem numero/referência no pincel), e a de baixo com o dedo. Todas foram feitas sem base/primer de sombras, e no dorso da minha mão.


Marronles
é um holográfico/duocrome marrom, que cintila em verde. Ela lembra bastante a sombra Humoresque que vem no quarteto The Shining Hour da coleção Make-Up Art Cosmetics da MAC (que por sua vez também lembra bastante o pigmento Blue Brown) (e inclusive minha paleta SEM QUERER EU JURO ficou parecendo bastante o quad, haha! Tem resenha da Rafaella do quad aqui). O que tenho pra dizer sobre essa sombra é: ela é LINDA, mas foi um tormento real oficial trabalhar ela no pincel. No dedo uma passada já é o suficiente, mas tive que pegar produto umas quatro vezes no pincel e esfregar BEM pra ela ficar desse jeito da foto. É uma sombra bem cremosa, que quase não esfarela nem tem fallout quando aplicada na pele.


Cobreluz também me chamou muito a atenção logo de cara. É uma sombra metalizada cobre, muito cremosa e tranquila de trabalhar, tanto no dedo quanto no pincel. Tem ainda menos esfarelamento e fallout que a Marronles, é é minha preferida das quatro que escolhi. Acho que vai combinar perfeitamente com minhas outras sombras/paletas, e não vejo a hora de conseguir fazer algo com ela!



Roseirinha foi a última que escolhi, de acabamento cintilante, quando ainda estava pensando em uma sombra pra usar de ponto de luz. É a menos cremosa das quatro sombras, e a que mais esfarelou e teve fallout quando passei, mas nada inesperado nem que incomode muito. Gostei muito de como fica na pele, e por mais que não seja exatamente o que estava querendo, sinto que vou conseguir usar ela pra dar um destaque legal na maquiagem.


Ourado foi outra que bati o olho e escolhi. Queria muito uma sombra bem dourada, e ela tem um tom super bonito e vivo de ouro. Das metálicas, foi a que mais teve fallout, mas também esfarelou pouco e é bem cremosa. Mas é uma cor muito linda e que estava querendo há algum tempo já, e fiquei muito feliz com ela.

No geral, estou muito satisfeita com o lançamento. A qualidade do produto é inquestionável - a quem disse berenice é uma das minhas marcas nacionais favoritas já há algum tempo, e foi bem positiva minha primeira experiência com sombras deles. Como já falei antes, senti falta de mais variedade de cores - por mais que sejam mais de 40 opções, existem muitas variações de uma mesma coisa. Gosto de marcas que invistam em coisas mais diferentes e fora do usual, mas creio que não seja o foco principal, e não é necessariamente uma coisa ruim.




O que acharam das minhas escolhas? Geralmente, em uma paleta, tendo a escolher tons que conversem entre si e conseguir fazer uma maquiagem completa com elas, mas fui pra uma direção totalmente diferente com essa, e ainda assim estou bem satisfeita com o resultado! No site da quem disse berenice tem algumas opções de paletas pré-montadas também pra quem não quer ter muito trabalho e ainda assim aproveitar a novidade - lembrando que escolhendo paletas ao invés das sombras individuais, você economiza embalagem, uma outra preocupação da marca! Se interessaram pelo lançamento? Quais seriam seus critérios pra montar a paleta?

domingo, 28 de maio de 2017

Então, vi o Peter Doherty.

Tô há muito tempo tentando decidir como começar esse post. Não queria fazer um apanhado de informações sobre a vida/carreira do Peter, e nem deixar os sentimentos tomarem conta do que eu escrevo - então vou tentar ser sucinta, mas explicar as razões pelas quais estou tão, ainda que relutante, interessada em colocar isso pra fora.

Acompanhei o The Libertines mais ou menos desde o lançamento do Up the Bracket, isso em idos de 2002/2003, e do jeito que a gente tinha sem internet: pela MTV e por revistas. Uma coisa que nunca me esqueço foi, em uma review do álbum deles em uma revista, a frase "uma banda que faz o rock ainda valer a pena".



E desde me interessar pelo Libs, por uma razão ou outra o Peter foi quem sempre me chamou mais a atenção, seja pela presença de palco, pelas letras em si, ou por essa vida dupla, aberta, problemática e sem floreios, que o transformaram pra mim e pra muita gente em um catalisador de angústias. Então, pra mim, a progressão natural depois de o fim do Libertines foi seguir a carreira dele: com o Babyshambles (e um dos meus álbuns preferidos do mundo, o Down in Albion), e depois a carreira solo.

Logo após o lançamento do primeiro cd dele, o Grace/Wastelands, foi marcado um show aqui em SP, que me empolgou demais - seria bem perto do meu aniversário! - mas foi cancelado. E mais muita coisa rolou desde então - o Babyshambles gravou mais cd, o Libertines voltou, gravou cd, fez show - aqui no Brasil, inclusive, e me culpo muito ainda por não ter conseguido ir -, o Peter lançou mais um cd sozinho... e chegamos a essa turnê atual, e no show marcado há alguns meses, que já me deu várias dores de cabeça por ser marcado em uma QUARTA-FEIRA. As pessoa trabalha. Mas tá, consegui a folga, e fui.

E disse que ia ser sucinta. Desculpa.



A primeira coisa que me chamou a atenção quando entrei no Cine Joia foi como o lugar estava vazio - ainda faltava 1h30 pro horário marcado, mas das outras vezes que assisti a shows lá (um do Criolo e dois do City & Colour), mesmo sempre entrando cedo o fluxo de gente nunca parava, mas me estranhou ver tão pouca gente, não ter nem pego fila pra entrar, e ter ficado a três cabeças do palco. A seleção do dj antes do show foi bem indiezinha, pra felicidade da nação (mas eu sigo peixe fora d'água em qualquer estilo muito específico). E, depois de umas spoken word e gracinhas do Jack Jones (guitarrista que está com o Peter desde o Babyshambles), já com a casa bem mais cheia - mas com quase trinta minutos de atraso, o show finalmente começou.

A primeira música foi o primeiro single do álbum Hamburg Demonstrations, último álbum solo dele, I Don't Love Anyone (But You're Not Just Anyone). E, depois de tantos anos, finalmente ver Peter Doherty no palco não podia ser mais agridoce: ele estava lá, de carne, osso... e álcool. Chegou ao palco já cambaleando, e, por mais feliz que estivesse de estar na presença de um dos meus artistas favoritos, que acompanho há tantos anos, não consegui deixar de me sentir mais preocupada com o estado dele do que empolgada de o show ter começado.

Logo veio o primeiro single da carreira solo dele, Last of the English Roses, que empolgou um pouco mais a galera, por ser ainda mais conhecida, mas o estado dele... era deprimente. Assim como Last..., as músicas que mais empolgaram o público foram as mais antigas, tanto do Libs quanto do Babyshambles. Um dos momentos mais marcantes pra mim foi nesse comecinho de show, quando ele cantou You're My Waterloo, uma das minhas preferidas também, que foi quase que toda cantada a plenos pulmões pelo público. A música é tão bonita quanto triste, e foi uma das que mais me fez pensar sobre o estado dele e estar ali.



Novamente, as músicas que mais fizeram todo mundo cantar junto foram as mais antigas, então os pontos altos não deixaram de ser What Katie Did?, do Libertines (onde minhas primeiras lágrimas correram haha), e Albion, do Babyshambles, mas mais do Peter em si. O problema é que, enquanto a gente tava empolgado e ouvindo aquelas coisas, parecia que a qualquer momento ele não ia aguentar mais se segurar de pé e ia simplesmente embora. Quando ele foi pro intervalo alguém comentou atrás de mim "ele sorri, mas é meio triste, né?"

Mais meia hora de intervalo, e eu preocupada com a hora - afinal, metrô, e ter que ir trabalhar no outro dia - mas ele voltou, e me surpreendeu com Killamangiro, do Babyshambles, minha música preferida de todas dele fora do Libertines e que não tem sido em todos os shows que ela é tocada. DEI VÁRIOS GRITOS, chorei mais um monte haha, fiz um videozinho, e decidi realmente ir embora depois dessa - faltava uns 5 minutos pra meia noite. Aí ele começou a tocar Fuck Forever, fiquei pra ver mas já perto da porta, e... virou uma putaria generalizada: ele se jogou no povo, subiu um monte de gente no palco, enfim, foi um pandemônio, mas me fez dar algumas risadas, e enfim ir embora.

No final das contas, por mais que eu estivesse satisfeita de finalmente ter tido a oportunidade de ver o Peter ao vivo, muito disso me foi tirado por ele estar no estado em que o vi. Não é a sensação de ter estragado o show ou algo assim, é muito mais uma preocupação com a vida dele do que qualquer outra coisa. Foi válido, mas foi triste. E estou tentando me focar em torcer - sempre - pela recuperação dele.